A governadora Vilma de Faria, acompanhada do secretário da Agricultura, da
Pecuária e da Pesca (Sape), Francisco das Chagas Azevedo, visita na manhã
desta quarta feira, a partir das 8 horas, o mercado que está sendo
construído ao lado da Ceasa, aqui em Natal, para abrigar os produtores da
agricultura familiar.
Segundo Francisco das Chagas, a Central de Comercialização da Agricultura
Familiar, uma reivindicação que vinha sendo feita por esses pequenos
produtores está sendo construída com investimentos dos governos Federal,
através do Ministério do Desenvolvimento Agrário e do Governo Estadual, da
ordem de 880 mil reais.
Francisco das Chagas observou que o mercado da agricultura familiar será
um passo importante para que esses produtores rurais possam comercializar
os seus produtos com agregação de valor e sem ter que vendê-los a
atravessadores por que sempre são muito inferiores ao que realmente valem,
de acordo com informações de dirigentes da Federação dos Trabalhadores na
Agricultura do Rio Grande do Norte (Fetarn).
Ele ressaltou, ainda, que esse equipamento vai representar a melhoria da
qualidade de vida de vários segmentos da agricultura familiar que tanto
beneficiam a matéria prima quanto vendem para ser processadas por empresas
ou mesmo no comércio da própria Ceasa e feiras do Estado.
Na verdade, continua Francisco das Chagas, esse é um projeto que, dada a
sua importância, vem movimentando não apenas a Sape mas os órgãos do
governo federal, federações e associações de pequenos produtores do Rio
Grande do Norte.
Por conta disso, espera-se que a partir da implantação da Central, em
principio deverão estar sendo atendidas mais de 20 mil agricultores
familiares, no entanto, a pretensão é atender as mais de 100 mil famílias
de pequenos produtores participem do processo de venda de sua produção
dentro da central.
A agricultura familiar no Rio Grande do Norte está organizada em diversas
associações e assentamentos que produzem leite, feijão, milho, arroz,
mandioca, macaxeira, mel entre outros produtos menos cultivados e é
responsável por mais de 42% de toda produção alimentícia do Estado.