Ao participar do café com a imprensa promovido pela Associação Norte-riograndense dos Criadores (Anorc) para apresentação da Festa do Boi 2008, que será aberta na tarde deste sábado pela governadora Vilma de Faria, no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim, o secretário da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape), Francisco das Chagas Azevedo confirmou a vinda de um representante do Ministério da Agricultura para a entrega da instrução normativa que retira o Rio Grande do Norte da condição de risco desconhecido da febre aftosa.
Francisco das Chagas fez questão de frisar que o anúncio não beneficia apenas os pecuaristas mas toda a cadeia produtiva da agricultura, em especial os produtores de artigos de exportação. “Vale ressaltar que não serão beneficiados apenas os criadores mas os exportadores de camarão, de frutas, de pescados já que, a mudança de status possibilita uma maior garantia de que não seremos impedidos de comercializar produtos com restrições”, ressaltou Francisco das Chagas.
Por outro lado, ele fez questão de lembrar que agora “é que a responsabilidade do Idiarn aumenta ainda mais. Defesa é algo que custa caro e manter o status conseguido é uma tarefa muito difícil para o Governo de Vilma de Faria”, observou Francisco das Chagas.
E é verdade segundo o presidente do Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do Rio Grande do Norte (Idiarn), Romildo Pessoa Junior, porque já está montada toda infra-estrutura de pessoal para garantir o risco médio objetivando o próximo passo que é livre com vacinação.
Para que isso aconteça, continua Romildo Pessoa, se faz necessário o cumprimento de normas e instruções, vigilância constante tanto nas propriedades quanto nas fronteiras do Estado com pessoal qualificado e atento ao que está acontecendo no meio rural. Os criadores têm também a sua importância não deixando de vacinar seus animais como vêem fazendo ao longo dos últimos anos.
A expectativa – O secretário Francisco das Chagas espera que o volume de negócios da Festa do Boi supere o do ano passado ultrapassando os 20 milhões de reais. Ele disse que, mesmo na situação dos últimos anos foi possível manter esse crescimento sem que houvesse a anunciada perda de cerca de 30% de um ano para o outro.
Se o volume de negócios da Festa do Boi ultrapassar os 20 milhões de reais nos leilões e na comercialização de animais no parque todo o Circuito Estadual de Eventos Agropecuários deverá fechar o ano com negócios da ordem de 160 milhões de reais, cerca de 10 milhões a mais que no ano passado.
Para que isso fosse possível, o Governo do Estado está investindo este ano cerca de 1 milhão e 700 mil reais entre repasses de convênios firmados com organismos representativo das associações de produtores, participação das caravanas para cursos, oficinas e dias de campo promovidos pela Emater e Emparn, custos com montagem de infra-estrutura e pessoal além de veiculação de publicidade dos eventos.
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