O secretário da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape), Francisco das Chagas Azevedo fez um balanço da importância da reclassificação de status em relação a febre aftosa, ao definir como longa e árdua a batalha travada desde os primeiros dias da gestão e que exigiu coragem e determinação política para lutar com todas as forças, arregimentando inclusive o apoio de toda a bancada federal e o prestígio político de lideranças para sensibilizar o governo federal, por meio do Ministério da Agricultura, para comprovar que o Rio Grande do Norte, que está há mais de 10 anos sem registro de casos de febre aftosa, se encontrava perfeitamente preparado para ser reclassificado em território livre de médio risco.
E isso se deve a ações do governo de Vilma de Faria que realizou investimentos na duplicação das unidades locais de Saúde Animal e Vegetal (Ulsav´s) passando de 6 para 12 unidades, conforme exigência do MAPA; aquisição 30 automóveis novos para fiscalização agropecuária; criação do Instituto de Inspeção e Defesa Agropecuária (Idiarn); contratação de 94 técnicos, entre agrônomos, veterinários, biólogo, engenheiro florestal, engenheiro de pesca, zootecnista e técnicos agrícolas.
Além disso, foi necessária a criação da carreira de fiscal estadual agropecuário e agente fiscal estadual agropecuário no âmbito do Idiarn; reequipamento de todas as barreiras fixas e Ulsav´s; estruturação da sede do Instituto; aquisição de um sistema de informática – SIDAGRO – que vai permitir que o criador retire sua GTA “on-line”; capacitação e reciclagem de todo o quadro técnico do Idiarn e, por fim, o cadastramento de mais de 80 mil propriedades rurais.
Segundo Francisco das Chagas, todos esses investimentos somaram mais de 4 milhões e 800 mil reais, afora os custos da nossa máquina administrativa do Instituto, que importa em cerca de 1 milhão de reais por ano.
Segundo Francisco das Chagas, atendidas a todas as exigências do MAPA, os criadores do Rio Grande do Norte finalmente podem passar a enxergar as porteiras abertas para um futuro mais promissor para a nossa pecuária já que o Rio Grande do Norte finalmente está sendo classificado como território livre de médio risco, com controle vacinal.
Ele fez questão de frisar “que essa é uma vitória de todo o povo do Rio Grande do Norte, pois embora a nossa pecuária seja merecidamente a maior beneficiada, todo o agronegócio potiguar, que responde hoje por 74% de nossa pauta de exportação, será extremamente fortalecido, tendo em vista o grande passo que conquistamos, no avanço do nosso status classificatório”, ressaltou Francisco das Chagas.
Mas fez um alerta em seguida, ao observar que agora que “conquistamos a tão sonhada reclassificação, conclamo todos os criadores a continuarem agora, mais do que nunca, apoiando as duas etapas da campanha de vacinação contra febre aftosa, para que, além de mantermos nossas porteiras abertas para o Brasil, muito em breve, possamos passar a negociar com o Governo Federal uma nova elevação de nosso status classificatório”.
Reflexos – Para Francisco das Chagas, os criadores do Rio Grande do Norte estão desafiando até mesmo a crise econômica mundial, prova incontestável da elevada genética dos nossos animais, que alavancaram o faturamento da Festa do Boi/08 para cifras superiores aos 20 milhões de reais, já definidos, sem contar com cerca de 18 milhões de reais ainda em estudo pela carteira agrícola do Banco do Nordeste, batendo todos os recordes anteriores. Os mais de 5 mil animais expostos no Parque Aristófanes Fernandes, atraíram cerca de 400 mil pessoas no período de 10 a 18 do corrente.
E continou, ao afirmar que os nove leilões, torneios leiteiros e julgamentos dos animais superaram todas as expectativas, transbordando qualidade e atraindo a atenção de criadores de diversos estados brasileiros, que passaram finalmente a poder adquirir a elevada e premiada genética do Rio Grande do Norte, graças a perseverança e esforços dos selecionadores potiguares, a quem o Governo do Estado os parabeniza pela ousadia e pela colaboração que sempre tiveram, participando sistematicamente de 02 etapas de campanha de vacinação anualmente.
O Governo do Estado através da Secretaria da Agricultura, da Pecuária e da Pesca e suas vinculadas EMATER, EMPARN, IDIARN E CEASA, também procuraram dar a sua margem de contribuição para abrilhantar cada vez mais nossa grandiosa Festa do Boi/08.
Assim, além do trabalho incansável dos nossos técnicos de defesa agropecuária e seus estagiários, a EMATER, a EMPARN e a CEASA, demonstraram competência para apresentar todo o potencial e diversidade de nossas cadeias produtivas, na Fazenda Modelo da Agricultura Familiar, que mais uma vez foi uma das áreas mais visitadas e elogiadas pela forma didática como foram expostos os plantios das culturas, o criatório de peixes, as delícias produzidas na Casa de Farinha e Tapiocaria e até mesmo na valorização da cultura e gastronomia potiguar, na área reservada pela ANORC e Governo do Estado para os artistas da terra expressarem livremente os seus talentos todas as noites, resgatando inclusive as origens das antigas Festa do Boi, realizadas a bem pouco tempo.
Outro esforço desprendido pela Secretaria de Agricultura, EMATER e , que objetivou colorir mais ainda nossa Festa do Boi, foi a condução ao Parque de Exposições de mais de 2 mil agricultores familiares, advindos de caravanas de todas as regiões do Estado, dando-lhes a convivência com as novas tecnologias disponíveis e com a elevada genética expostas nos pavilhões do Parque de Exposições.
Segundo Francisco das Chagas, esses mesmos agricultores familiares, puderam também ter acesso as aulas desenvolvidas na escola de inclusão digital da EMATER, bem como, participar de aulas práticas de campo realizadas diariamente na Festa do Boi, inclusive sobre biotecnologia e conservação do agrossistema na maquete ambiental do Rio Potengi, devidamente instalada nos estandes do Governo do Estado. |