Ainda de acordo com o secretário, deverá ser dada uma maior celeridade em relação ao conjunto de obras que foram licitadas no período da gestão da deputada Larissa Rosado, tais como o início das obras do Terminal Pesqueiro, da Estação de Piscicultura do Apodi, Ceasa de Mossoró, Mercado da Agricultura Familiar de Natal e conclusão das reformas dos Parques de Exposições, além do fortalecimento das infra-estruturas hídricas para acumulação d’água, por meio da construção de barragens, poços e cisternas.
Francisco das Chagas também explicou que embora que o enfoque da Sape continue sendo a agricultura familiar, não deixará de haver o apoio ao agronegócio empresarial, notadamente através de suas entidades de representações e parceiros como a Anorc, Ancoc, Coex, ABCC, ANQM, Faern, entre outros, que legitimamente representam os anseios dos produtores e criadores do Estado e que contribuem com cerca de 74% da nossa pauta de exportação.
Outros projetos importantes, como o Programa Luz para Todos e o Banco de Sementes, também continuarão tendo especial atenção da Sape. De acordo com o secretário, o Programa Luz para Todos, que já atendeu cerca de 150 mil famílias até a presente data, deve, até o final de 2008, ser possivelmente concluído com 100% dos lares no meio rural energizados, universalizando a luz elétrica para todos os norte-riograndenses.
Já o programa de Banco de Sementes e Mudas, que acumula 280 mil agricultores familiares atendidos nos últimos 5 anos, com aplicações de cerca de R$ 17,5 milhões, deverá ser reforçado com a parceria que está sendo ampliada com a Petrobrás para a elevação da área a ser implantada de algodão e girassol, ação fundamental para garantir o sucesso do Programa de Agroenergia com base no biodiesel, a ser beneficiado na unidade da Petrobrás de Guamaré.
Uma outra prioridade da gestão do novo secretário será a integração institucional da Sape com as suas vinculadas Emater, Emparn, Idiarn e Ceasa, estreitando mais ainda esses relacionamentos de forma que a pesquisa desenvolvida pela Emparn seja prontamente difundida pela Emater, para aplicação pelos produtores, por meio da realização dos Circuitos de Tecnologias Aplicadas a Agricultura Familiar, que já capacitaram milhares de produtores em todo o Rio Grande do Norte.
“Integraremos-nos mais ainda aos programas exitosos desenvolvidos pela Emater, entre eles, o programa Compra Direta da produção, que aplicará, somente este ano, R$ 12 milhões, adquirindo e valorizando a produção dos agricultores familiares do Estado, que anteriormente a sua existência tinham os preços da sua produção desvalorizada e com pouco acesso ao mercado formal”, declarou.
Os programas de instalação de quase 30 unidades de resfriamento de leite e de 36 unidades frigoríficas (abatedouros), em implementação pela Emater, também terão especial atenção pela magnitude da importância do empreendimento para os controles sanitários e higiênicos da produção de leite, carne e derivados do Estado, “fundamentais para a valorização da produção e adaptabilidade aos padrões sanitários da instrução normativa 51 e do recente projeto de lei encaminhado pela secretaria e devidamente aprovado pela Assembléia Legislativa, dispondo sobre os produtos artesanais de origem animal produzidas no Estado”, esclareceu.
O secretário da Sape também enfatizou a acessibilidade ao crédito rural do Pronaf, política pública que muito tem se destacado entre as ações do governo e que obteve um crescimento nos últimos anos de 347%, com quase 100 mil agricultores familiares atendidos. Segundo Francisco das Chagas, junto aos agentes financeiros serão buscadas alternativas para viabilizar a facilidade de acesso também para o agronegócio empresarial, notadamente para os projetos na área da bovinocultura, caprinovinocultura e fruticultura, que são grandes esteios de nossa atividade rural.
“Temos que oportunizar o acesso ao crédito também aos médios e grandes empreendedores, sem perder o foco com os agricultores familiares, já que existe limite de crédito atualmente suficiente para prover todo o nosso potencial de crescimento do agronegócio Potiguar”, explicou.
Aliado a essa maior universalização do acesso ao crédito rural, o secretário afirmou que continuará a estimular os prefeitos municipais para que todas as cidades do interior do Rio Grande do Norte façam adesão ao programa Garantia Safra, que assegura renda mínima de R$ 550,00 por agricultor familiar em caso de frustração de safra. O custo-benefício do referido programa para o município e principalmente para a segurança dos riscos de quem produz no semi-árido é extremamente positivo, tendo em vista que o município assume o custo de apenas R$ 16,50 por produtor, para garantir a sua produção em caso de perda de pelo menos 50% de sua plantação.
Outro desafio destacado pelo secretário será a intensificação da luta iniciada pelas deputadas Sandra e Larissa Rosado para ampliar a base dos pesquisadores da Embrapa sediados no Estado, diante do fato de o Rio Grande do Norte ser um território extremamente vocacionado para a exploração da fruticultura e da carcinicultura, sem contar com grande produção de genética caprina e bovina.
Sobre o assunto, Francisco das Chagas explicou que o agronegócio do Estado contribui de forma expressiva com nossa pauta de exportação, tendo em vista que somos os maiores produtores nacionais de melão e camarão, além de grandes exportadores de banana, mamão, manga e de pescados (atum e meca). Ele também afirmou que prova da nossa vocação para o desenvolvimento de pesquisas é dada pela Emparn, que mesmo com um pequeno quadro de pesquisadores, já desenvolve elevada genética bovina na Estação Experimental de Cruzeta, além de sementes melhoradas de milho e girassol de excelentes qualidades.
“Além disso, já temos alguns Centros de pesquisas, entre eles, o da Aquacultura, em Extremoz, o do Queijo, em Currais Novos , e os Centros Tecnológicos do Mel e do Agronegócio, em Mossoró, além da Ufersa, o que com a vinda de alguns pesquisadores da Embrapa para nosso território, poderemos desenvolver pesquisas aplicadas para o semi-árido com grande validade cientifica. Vamos lutar ao lado da governadora, da bancada federal e dos representantes dos produtores para conquistarmos mais esse passo em nosso desenvolvimento tecnológico”, enfatizou.
Outra demanda na esfera federal que o secretário afirmou que vai lutar é o apoio no pleito da Anorc em relação a implantação, no Estado, da indústria de fertilizantes nitrogenados, responsável direto pela elevação dos custos na implementação dos pastos dos animais. Também será levado a frente as negociações iniciadas com o governo federal, por meio da Conab, para ampliação da oferta de milho, soja e trigo destinada à composição da ração animal, de forma contínua e mais ágil possível para diminuição dos custos da produção, notadamente para o gado leiteiro que vem se mantendo no Estado com grandes sacrifícios da classe produtora.
O secretário também falou sobre o Circuito Estadual de Eventos do Agronegócio, que na gestão da governadora Wilma de Faria foi triplicado em relação ao número de eventos. De acordo com Francisco das Chagas, foram de grande sucesso os resultados das feiras recentemente realizadas, entre elas a Expofruit e a Fenacam, que geraram negócios superiores a R$ 110 milhões.
“Esses resultados devem, até o final do ano, no decurso das realizações das feiras agropecuárias de Afonso Bezerra, Lajes, Festa do Bode e nossa grandiosa Festa do Boi, fechar com um balanço de mais de R$ 150 milhões. E temos convicção inclusive, que com a conquista pelo Estado, da área livre da aftosa com controle de vacinação a ser anunciada muito em breve, que este ano, haveremos de realizar em parceria com a Anorc e Ancoc, a maior exposição agropecuária de todo o Norte e Nordeste Brasileiro, fazendo a melhor Festa do Boi de todos os tempos”, enfatizou o secretário.
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